Médico poderá responder por omissão de socorro seguida de morte, diz delegada

A delegada titular da 14ª DP (Leblon), Tércia Amoêdo, abriu nesta segunda-feira (6), um registro de ocorrência para apurar denúncia de descaso no atendimento de três grávidas no Hospital Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul do Rio, na quinta-feira (2).

Ela solicitou os boletins de atendimento médico do hospital e da Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristóvão, na Zona Norte, onde as mulheres foram atendidas.

Tércia diz que sua prioridade é ouvir a paciente Manoela dos Santos, de 29 anos, que perdeu o bebê. Ela teria sofrido um descolamento prematuro da placenta. Manoela teria chegado ao hospital com dores e sangramento e o médico que a atendeu teria escrito no braço dela o nome da maternidade e os números das linhas de ônibus que deveria pegar para ir até lá. Manoela fez uma cesariana de emergência, mas perdeu o bebê.
s outras duas grávidas que passaram pela mesma situação de Manoela tiveram os bebês na maternidade, sem problemas. Elas e as crianças já foram liberadas.

“O depoimento da Manoela ou de seus parentes é fundamental para que a gente possa saber o que realmente aconteceu, detalhar o atendimento que ela recebeu. Uma equipe da delegacia esteve no hospital, mas o quadro clínico dela agravou e ela teve de ser transferida para a UTI”, disse a delegada, informando que até o momento, tudo indica que houve omissão de socorro por parte do médico do Miguel Couto.

A delegada disse que também vai chamar o médico para prestar depoimento. Se ficar comprovada que a morte do bebê foi consequência da negligência do profissional, ele poderá responder por omissão de socorro com resultado morte, que dá 18 meses de pena alternativa.

O agravamento do estado de Manoela foi negado pela Secretaria municipal de Saúde, na manhã desta segunda-feira (6). A secretaria informou apenas que os médicos da maternidade acharam que seria conveniente mantê-la internada por mais tempo para que ela se recuperasse da cirurgia, mas que não havia previsão de alta.

O médico do Hospital Miguel ficará afastado de suas funções até o fim das investigações sobre o caso. Ele não teve o nome divulgado pela Secretaria.

Fonte:G1
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