Greve dos professores estaduais pode terminar nesta quinta

Um encontro no final da tarde desta quarta-feira (03) entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte/RN), os secretários estaduais de Educação e Cultura, Otávio Tavares, e Administração, Paulo César, e a governadora Wilma de Faria pode ser o ponto final da greve dos professores no estado, que começou na segunda-feira, dia 1º.

De acordo com Otávio Tavares, uma comissão deverá ser constituída para revisar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários da categoria e, desta vez, também incluir os técnico-administrativos que não foram contemplados na época do primeiro mandato da governadora. Outro ponto exposto pelo Governo foi a proposta de equiparação salarial que representa um reajuste de 15%. "A primeira parcela, de 7,8% sairia agora em março e o restante em data a ser combinada até amanhã ", explica o secretário de Educação, que inclui, aí, os aposentados. Segundo ele, uma proposta de lei será enviada à Assembleia Legislativa, para que o direito fique assegurado aos professores independente da gestão estadual.

Otávio Tavares diz que a expectativa do Governo é que a categoria retome as atividades e entenda as propostas, feitas, segundo ele, baseadas na Lei de Responsabilidade Fiscal e Social. "Não há condições de passar disso", afirma. "E o nosso esforço também vem da expectativa de crescimento na arrecadação".

Fátima Cardoso, presidente do Sinte, disse que o sindicato ainda tem dúvidas com relação às promessas e aguarda as tabelas e datas concretas que deverão ser entregues pela governadora às 11h da manhã de hoje. "Só nos pronunciaremos definitivamente quando analisarmos esses documentos", fala. "Aí decidiremos se acabamos ou não com a paralisação". Os professores da rede estadual de ensino estarão reunidos na tarde de hoje, às 14h30, para definir os rumos do movimento.

Fonte: Diário de Natal
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1 comentários:

  1. Os salários para o magistério no Brasil são vergonhosos. No estado de São Paulo a greve deve começar dia 05/03/10. Antes dos anos 70, o professor era valorizado. Segundo o Professor Doutor Durvali Fregonesi, em meados de 70 ele tinha dois empregados e trocava de carro todo ano.

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