Tangará: autoridades em alerta máximo



Uma nova chuva pode romper de vez a barragem de Tangará, a 88km de Natal, e inundar cinco cidades circunvizinhas (Boa Saúde, Lagoa Salgada, Monte Alegre, São José do Mipibu e Nísia Floresta), cujas populações somadas chegam a cerca de 100 mil pessoas. Ironicamente, a própria cidade de Tangará seria poupada por estar em uma região alta. O local está sendo monitorado.

Metade da barreira cedeu há uma semana e a água percorreu 10km pelo curso do Rio Trairi. Carros foram arrastados, mas sem nenhum prejuízo material, segundo Marcelo Nascimento, tenente do Corpo de Bombeiros. O militar esteve ontem no local junto com uma equipe de cinco homens, a Defesa Civil o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Dnit e Dnocs para realizar trabalho de prevenção.

O material colocado para conter a pressão d'água é o mesmo barro que sustenta o açude Guarita. Ainda pouco sedimentado, o tenente explica que a chuva fará nova erosão no local ea parede do açude poderá romper novamente. "O problema é que a barragem não é concretada. Por enquanto a situação está sob controle. Estamos tomando as medidas de precaução possíveis, inclusive com equipe de mergulhadores, barco e equipamentos adequados", disse.

A estimativa do prefeito Jorge Eduardo Bezerra - proprietário do açude - é de que em dois ou três dias sem chuvas o trabalho de recuperação emergencial seja concluído. "Estamos numa força tarefa com vários órgãos envolvidos para intensificar os trabalhos. Caso chova forte em Tangará ou Santa Cruz durante esses dias a situação volta a ficar preocupante".

O prefeito culpa o rompimento pela cheia de dois açudes construídos de forma clandestina, sem licença de qualquer órgão e localizados acima do açude Guarita. Com a sangria dos dois, o efeito cascata levou o acúmulo de água ao açude Guarita, localizado a 8km do centro de Tangará e construído em 1948 com capacidade para cinco milhões de metros cúbicos de água. "Foi a primeira vez que isso aconteceu", disse o prefeito.

As cinco cidades mais ameaçadas pelo rompimento da barragem são Boa Saúde, Lagoa Salgada, Monte Alegre, São José do Mipibu e Nísia Floresta. Segundo o tenente Marcelo, Boa Saúde corre maior risco. Um açude maior também em Tangará está próximo da vazante e pode se unir à pequena barragem do município e ao Rio Trairi e inundar boa parte da cidade. "Também estamos monitorando, inclusive uma equipe está se dirigindo para lá".

A ponte localizada entre os municípios de Tangará e Santa Cruz na BR-226, que tinha sido interditada pela Polícia Rodoviária Federal, também foi recuperada. Na semana passada ela foi interditada pela quando a cabeceira foi invadida pela enchente e um veículo foi arrastado pelas águas. Três pessoas que estavam no carro foram resgatadas.

Na tarde de ontem, choveu em Tangará, mas isso não chegou a atrapalhar as obras na barragem. Uma equipe dos Bombeiros partiu para inspencionar os pontos de risco e está de prontidão 24 horas.
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