Professores do Estado decidem manter paralisação

Os trabalhadores em educação da rede estadual de ensino decidiram, na manhã desta terça-feira (5), manter a greve iniciada há dois meses. A votação realizada durante assembleia no colégio Winston Churchill foi unânime.

Nesta quarta-feira (6), os professores e demais servidores da área participarão de um acampamento em frente à Governadoria, a partir das 9h, e na quinta, dia 7, será a vez de um "arrastão" pelas ruas da cidade, com saída da sede do Sinte, na avenida Rio Branco. Na sexta, às 14h, haverá nossa assembleia.

O advogado do sindicato, Lourinaldo Lima, informou que irá apresentar ao desembargador Virgílio Fernandes, até às 16h desta terça, os argumentos da categoria, dentro da ação impetrada pelo governo estadual, que requer da Justiça a decretação de ilegalidade da greve, iniciada há dois meses. O representante do Sinte espera que o magistrado defina uma data, ainda esta semana, para uma audiência de conciliação entre as partes e defende que há total legalidade no movimento.

Já um dos coordenadores gerais do sindicato, José Teixeira da Silva, sugeriu que, em vez de acatar o pedido liminar do governo, declarando a ilegalidade da greve, o desembargador deveria optar por transformar o debate da ação em uma mesa de negociações.

"Vamos mostrar ao juiz que muito do que tem dito o governo não é verdade, inclusive a implantação do piso foi apenas para quem ganhava menos de R$ 890, que são uns 2 mil dos 20 mil professores, para os demais o benefício só seria dado de setembro a dezembro", lamentou.

Segundo ele, a greve só deve ser suspensa se forem adotadas imediatamente as regras estipuladas na Lei Estadual 11.738, junto com o Plano de Cargos, o que garantiria um acréscimo médio de 34% nos salários, além de uma proposta de pagamento do valor retroativo ao mês de abril.
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