Educação - Seiscentos professores são convocados pelo Governo

A governadora Rosalba Ciarlini anunciou ontem a convocação de 600 professores para a rede estadual de ensino. Das 3.900 vagas que foram ofertadas em concurso, houve até o momento a convocação de 3.119 professores. Apenas 2.540 profissionais foram efetivamente nomeados nas três últimas convocações, totalizando um número de 559 profissionais que não se apresentaram. Para esta nova chamada, a Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC) estima que cerca de 15% dos profissionais convocados não se apresentem. 

A informação foi divulgada durante entrevista coletiva realizada ontem na Governadoria. Esta é a quarta convocação realizada pelo Governo do RN, que deverá chamar outros 600 profissionais no prazo de 60 dias. O déficit imediato é de aproximadamente 500 professores, mas a previsão é que esse número aumente com a possibilidade de novas aposentadorias.

De acordo com a governadora Rosalba Ciarlini, a nova convocação, em duas etapas, é uma forma de dar um melhor ordenamento ao processo. A estimativa da governadora é que a convocação dos 1.200 professores cause um impacto financeiro de aproximadamente R$ 3 milhões por mês.

A secretária estadual de Educação, Betânia Ramalho, admitiu que a convocação de novos professores não resolverá o problema da Secretaria com relação ao déficit de professores. “O problema das escolas no Brasil não se resolve só através de convocação”, afirmou. Ela acrescentou que a falta de professores também é decorrente da não aprovação de candidatos em algumas regiões e citou o município de Alexandria, onde não houve aprovados em Física.

Ontem, os professores da rede estadual fizeram um protesto em frente à Governadoria, durante o anúncio à imprensa da convocação de novos professores. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte/RN), uma audiência foi marcada para o próximo dia 24, às 9h, com o secretário de Administração e Recursos Humanos do RN, Antônio Alberto da Nóbrega, com o objetivo de reivindicar cumprimento do Plano de Carreira dos profissionais da Educação.

O Sinte/RN alega que há um déficit de cerca de mil professores e que a falta de professores ocasionou o fechamento de turmas tanto no interior do Estado como na capital potiguar.
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