Bancos começam a ‘alimentar’ cadastro de bons pagadores

Lojas podem usar o cadastro positivo para identificar bons pagadores
 e oferecer a eles vantagens
O Cadastro Positivo – um banco de dados de “bons pagadores” - começou a valer ontem em todo o Brasil. O banco de dados vai manter informações de consumidores que têm histórico favorável de pagamento. A medida pretende permitir melhores condições de negociação entre o consumidor e o comércio.
Antes da criação deste cadastro, o que apenas existia no país era o cadastro negativo com os nomes dos devedores. A nova lista, de acordo com informações do governo federal, irá facilitar a vida dos cidadãos no momento de conseguir um empréstimo ou um financiamento.

A ferramenta poderá ser utilizada por bancos ou comércios para análise e reconhecimento do “bom pagador”. Além disso, a proposta pretende proporcionar aos consumidores um maior prazo no pagamento com menores taxas de juros. A adesão ao cadastro é opcional, por isso, o consumidor deverá autorizar a inclusão dos dados a partir de um termo específico. Após a autorização, o participante pode acessar todas as informações existentes, inclusive o histórico de crédito. O cadastro também pode ser cancelado a qualquer momento. O consumidor pode aderir ao cadastro por meio do SPC Brasil ou Serasa.

Bancos

Desde ontem, as instituições financeiras, com a autorização dos clientes, começaram a repassar as informações para os bancos de dados.

Para o economista da Serasa Experian Carlos Henrique de Almeida, os bancos serão os maiores provedores de dados do mercado. “Os bancos têm o maior volume de informações dos consumidores”, disse. 

Mesmo antes do início do repasse de informações por meio das instituições financeiras, os consumidores já podiam autorizar o seu cadastro. Desde o início do ano, a autorização pode ser feita nos próprios órgãos de proteção ao crédito e em lojas, por exemplo. Os estabelecimentos comerciais alimentam o cadastro positivo, com informações sobre os pagamentos de boletos e de operações de crediário.

O superintendente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil, Nival Martins, disse que também é possível obter informações por meio das empresas de energia elétrica e telefonia. Mas, com a entrada dos bancos, segundo Martins, a expectativa é que 40 milhões de consumidores autorizem a inclusão no cadastro positivo em um ano e meio ou dois anos. 

Para o chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, Sérgio Odilon, o cadastro positivo vai ajudar os clientes a negociarem taxas de juros menores devido ao bom histórico de pagamentos.

Saiba Mais

 O cadastro positivo foi criado por lei em junho de 2011 e o decreto de regulamentação foi publicado em outubro do ano passado. Mas, em dezembro do ano passado, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou as instituições financeiras a só começassem a operar o cadastro positivo em agosto deste ano. Já as empresas de consórcios ganharam um prazo ainda maior para se adaptarem. No último dia 25, o CMN adiou para 1º de junho do próximo ano a implementação do cadastro positivo pelo setor. 
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