Médicos marcam greve para dia 27

Além da greve da Saúde, o Governo já enfrenta greves
de outras três categorias: a Polícia Civil, professores e servidores do Itep
Os médicos deverão ser a próxima categoria a parar, tanto na saúde estadual como na municipal. A categoria aprovou o indicativo de greve na última segunda-feira e a paralisação das atividades está prevista para a próxima terça-feira (27), dia em que uma caminhada será realizada do Centro Clínico Zeca Passos, na Ribeira, até a sede da Prefeitura de Natal, na Cidade Alta. A concentração está marcada para as 9h. Já os delegados de Polícia Civil marcaram greve para o dia 27.
Na esfera estadual, o Governo já enfrenta greves de quatro categorias: Polícia Civil, professores, servidores da Saúde e do Itep. Ontem, o procurador João Carlos Coque informou que o Estado deverá encaminhar entre hoje e amanhã o pedido de ilegalidade das greves dos servidores da saúde e do Instituto Técnico-Científico de Polícia Civil (Itep/RN). Hoje completa 21 dias que os trabalhadores da saúde estadual cruzaram os braços, enquanto que os servidores do Itep/RN já estão parados há 10 dias. 

A coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde (Sindisaúde-RN), Simone Dutra, avalia que não existe ilegalidade alguma no movimento grevista. “Nós não sabemos que tipo de ilegalidade vão apontar. Tomamos todos os cuidados para fazer a greve corretamente,  mantendo os serviços essenciais”, disse.
No caso da Educação, em  greve desde o dia 12 de agosto, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) encaminhou o pedido de ilegalidade da greve à Justiça na última sexta-feira. “O argumento central da Procuradoria é o prejuízo à população causado pela parada desses serviços públicos”, explicou o procurador João Carlos Coque. Até ontem, não havia decisão acerca da ação.

Às 9h de hoje, os servidores da saúde se unem aos policiais civis, servidores do Itep-RN e professores em ato público que será realizado em frente ao Hospital Walfredo Gurgel. Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-RN), Djair Oliveira, a elaboração do pedido de ilegalidade faz parte do papel da PGE. Contudo, ele diz que os serviços básicos foram mantidos e que mais de 30% da categoria está à disposição da população. 

“Não concordamos com a posição do Governo. Estamos fazendo os flagrantes, recolhimento de corpos, exames de corpo de delito, necrópsias, exames toxicológicos. Só não estão sendo feitos identidades, atestados de antecedentes criminais e certidões”, disse.
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