Salário da Civil aumentou até 67%, diz secretário

Para secretário de Planejamento Obery Rodrigues, 
Polícia Civil do RN não tem defasagem salarial
Em meio à greve da Polícia Civil, o Governo do Estado divulgou na manhã deste sábado (10) dados apontando que a Polícia Civil teve de julho de 2010 a julho de 2013, aumento salarial de 60,97%, enquanto a inflação do período ficou em apenas 19,95%. Ancorado nos números de reajuste salarial da categoria, o secretário de Estado do Planejamento (seplan), Obery Rodrigues, não considera que há defasagem nos salários dos agentes e escrivães da Polícia Civil. “Os números não refletem uma defasagem salarial, muito pelo contrário. A categoria teve um aumento salarial três vezes acima da inflação do período. No setor privado, qual foi a categoria que teve isso?”, questionou Obery Rodrigues. Segundo números do Governo, em julho de 2010, a Secretaria de Segurança Pública tinha em seus quadros 2.595 servidores, que resultava em folha de R$ 10.832.000,00. Em julho de 2013, a Sesed tinha 3.180 servidores para uma folha de R$17.436.000,00. Os ganhos salariais dos policiais civis – delegados, agentes, escrivães – se expressam em números. Um Agente Especial ganhava em julho de 2010 R$ 4.887,00; em julho de 2013 esse mesmo agente passou a ganhar R$ 8.471,00, o que representa aumento de 73,34%. Um Agente de 1ª classe ganhava em julho/2010 R$3.624,00, e em julho de 2013 o salário era de R$5.901,00, ou seja, aumento de 62,84%. “Os vencimentos de agentes e escrivães dobraram nos últimos três anos, mas o sindicato continua forçando a questão da greve. Então fica difícil não analisar a questão da greve de forma que não seja um posicionamento político do sindicato”, asseverou Obery Rodrigues. O Governo ressaltou que os delegados de Polícia também tiveram ganhos expressivos. Em julho de 2010, um delegado ganhava R$14.206,00; em julho/2013 passou a perceber R$18.651,00, o que representa aumento de 31,28%. Na comparação com outros estados da Federação, o Governo, o Rio Grande do Norte está colocado em 12º lugar. No entanto, Obery Rodrigues ressaltou que “mesmo assim, está à frente de Estados economicamente ricos, como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Matos Grosso, Ceará e Pernambuco”. Quando se trata da região Nordeste, informou o titular da Seplan, o RN perde apenas para Sergipe. Sindicado discorda de dados apresentados O presidente do Sindicato da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (Sinpol-RN), Djair Oliveira, disse que o governo “mente” quando coloca a categoria como uma das mais bem pagas da região Nordeste. “Nós já fomos a quarta Polícia com melhor salário do país, hoje somos a vigésima”, disse ele. Djair Oliveira afirmou que o piso salarial dos agentes e escrivães da Polícia Civil é de R$ 2.767,00 e que não houve nenhum reajuste do salário para o policial em início de carreira, que leve reflexo para os outros níveis da categoria desde 2008. Quando o governo fala que houve reajuste salarial para a Polícia Civil, segundo Oliveira, “é um sofisma criado pela Matemática do secretário estadual do Planejamento, Francisco Obery Rodrigues Júnior, “para tentar ludibriar a categoria e a opinião pública”. Oliveira disse que nos últimos três anos não houve reajuste nenhum e desafia o governo “a provar no papel”. “Nós somos, hoje, uma carreira de nível superior que está ganhando menos que um agente penitenciário, que é uma carreira de técnico de nível médio”. Para Oliveira, o governo falta com a verdade, quando esconde que houve uma lei que regulamentou as promoções da categoria, “que estava há 16 anos sem qualquer tipo de promoção”. Djair Oliveira disse que a lei tratou de corrigir essa distorção, inclusive “abrimos mãos de 11 processos que tramitavam na Justiça sobre promoções dos policiais civis”. Os agentes da Policia Civil do Rio Grande do Norte estão em greve desde a segunda-feira (6) e os delegados já fizeram uma paralisação de advertência na quinta-feira (8), com previsão de mais duas nos dias 13 e 15 de agosto.
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